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Portas abertas para o cenário feminino em Rainbow Six Siege; conheça as garotas da HooSIER E-Sports

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(Foto: Divulgação/HooSIER E-sports)

Aos poucos Rainbow Six Siege criou força no cenário competitivo masculino e agora as mulheres também querem seguir o mesmo caminho. Praticamente 100% das equipes são formados por jogadores, somente o Black Dragons tinha até o momento a jogadora, Nicolle ”Cherrygumms” Merhy, que participou do 1º Split da BGL e 1ª e 2ª season da Elite Six. Hoje em dia, a player continua na liderança da BD e reserva do time.

Desde o início do competitivo de R6,  “Cherrygumms” conquistou o posto de única jogadora em toda a América Latina do ‘FPS’ da Ubisoft. No entanto, esse fato mudou após a inserção de novas mulheres no cenário, a vinda da line feminina da HooSIER E-sports.

De acordo com Bruno Foschini, Sócio Proprietário da HooSIER E-sports, a organização não liga muito para essa separação, o objetivo da empresa é contratar jogadores esforçados e com compromisso independente do sexo, e completou.

“Estamos trabalhando para que em 2017 elas possam fazer parte dos principais torneios de R6 no Brasil, eu quero as meninas nas cabines na MAX5”.

Letícia “Panda” Macedo, integrante da nova line, conheceu Mariana “Nykitah” Torres e Manuela “Ukrauser” Krause no final de setembro deste ano, período que surgiu a ideia de montar a equipe formanda apenas por garotas.

“Sempre tive vontade de estar em uma line, então nos juntamos, conversamos e resolvemos montar o time. Jogo desde os meus 3-4 anos, quando ganhei meu primeiro console, o Super Nintendo. Antes eu jogava Point Blank e, posteriormente, Battlefield 3 e 4 até ingressar no R6. Anteriormente, eu fazia parte do Clã Alpha Blood – o CAB -, um clã de amigos junto com a Letícia e a Manuela”, explicou a jogadora “nyKitaH”.

Assim como “Cherrygumms”, a HooSIER E-sports também quer abrir portas para que mais jogadoras se interessem pelo cenário.

Para Julia “Nyx” Karolyne, o fato é que muitas meninas ainda sentem medo de tentar ganhar seu espaço, pelo certo preconceito que existe por parte de alguns homens. Realidade que não fez ela desistir de fazer parte do competitivo.

“Eu jogo desde 2013. Sim, já joguei Arctic Combat, Warface, CSGO, BF4, Cross Fire e PB. Quando jogava Warface, fiz parte de várias ligas, entre elas a que me recordo bem é a SCL”, disse.

Além da relação com jogos ter começado cedo na vida de ambas as jogadores e a paixão por jogos de tiro ser compartilhada por todas as integrantes, essa é a primeira vez que fazem parte de uma organização profissional com uma rotina de cyber-atleta.

“Caso eu veja que está dando certo, pretendo sim levar como uma profissão, sempre fui apaixonada por jogos, então para mim seria uma oportunidade incrível”, manifestou Sthefany “Silvermist” Polissici ao falar sobre profissão.

A inserção de mulheres no cenário e os desafios

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Hoje vemos mulheres ingressando no cenário, seja como jogadora, comentarista, narradora ou jornalista, porém mesmo com o público feminino presente ainda há obstáculos.

“Infelizmente, preconceito é um obstáculo que nós mulheres enfrentamos diariamente em qualquer aspecto. Porém, tentamos lidar da melhor maneira possível para não gerar mais atrito e desgaste. Sendo assim, ignoramos ao máximo comentários machistas e agressivos, mesmo que às vezes seja tentador responder algumas pessoas”, admitiu Sthefany “Silvermist” Polissici.

Apesar de grande parte dos times serem formados por homens, muito se é falado sobre a questão de lines mistas, que as mulheres teriam um melhor desempenho se as equipes fossem formados por ambos os sexos. No caso da Black Dragons, por exemplo, na equipe a a “Cherrygumms” chegou a completar a line  com mais 4 jogadores. 

Para as meninas da HooSIER E-sports, essa questão não difere em nenhum aspecto.

“O rendimento de ambos os sexos é o mesmo quando se há treino e prática naquilo que se faz, e a ideia sempre foi montar uma line única e exclusivamente feminina”, advertiu o time.

A equipe ainda está se adaptando à nova rotina, os treinos são realizados das 19h à 1h da madrugada. O treinamento acontece com lines masculinas e mistas, independente do sexo o treino é o mesmo.

De acordo com o time, há mais equipes totalmente femininas na plataforma de PS4. Ao perguntar se futuramente a equipe pretende mudar para outra modalidade, a resposta foi não.

“Como sempre falamos, nós mulheres não devemos se deixar levar por xingamentos ou dificuldades adversas. Se você curte jogar, vá e jogue! Independente do que os outros pensem ou falem. Dificuldades irão existir em qualquer âmbito da vida, o importante é sempre manter a cabeça erguida com foco e determinação para realizar seus sonhos”, concluiu a equipe. 

Line-up:

Sthéfany “SilverMist” Polissici
Mariana “Nykitah” Torres
Julia “Nyx” Karolyne
Leticia “Panda” Macedo
Manuela “Ukrauser” Krause

Atualmente, a organização HooSIER E-sports tem equipes de R6 em duas plataformas, uma equipe masculina em XBOX, e uma masculina e feminina na modalidade de PS4.

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Sobre Verônica Magalhães

Verônica Magalhães
Jornalista formada na UMESP- Universidade Metodista de São Paulo. Trabalhou durante quatro anos com Rádio Jornalismo. Apaixonada e amante da comunicação contribuiu na produção de notícias para o portal do time Santos Dexterity.

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