Página inicial / e-Sports / Entrevista com a Capitã LuDArc, da CNB de Smite
22-04_BGL_Entrevista_LuDArc

Entrevista com a Capitã LuDArc, da CNB de Smite

Entrando no cenário competitivo de Smite como pioneira, LuDArc é a primeira mulher pro player a se aventurar contra a molecada sangue no zóio que compete na BGL. Nós pentelhamos a capitã da CNB durante a inauguração da arena MAX 5 ontem (21) para conseguir uma entrevista e descobrir um pouco mais sobre a representante do Girl Power na Arena dos Deuses. Confiram o papo!

X5: Quando começou a se interessar por games?
LuDArc: Desde muito pequena, quando eu ia pra casa das minhas primas jogar Polistation até meus pais comprarem um pra mim e minhas irmãs. Só q ele durou pouco. A gente sempre quebrava algo no vídeo game  e minha mãe cansou de arrumar. Depois minha irmã mais velha ganhou um PC, tivemos o advento da internet discada “ooohhhhhh” e comecei por Tibia, CS, Mu e Grand Chase.

Com qual jogo você começou a se interessar pelo cenário competitivo?
Foi com Smite mesmo. Até então, os outros jogos, por mais que eu fosse mais viciada, era focada em jogar com as minhas irmãs e amigos da escola. Smite foi o primeiro jogo que eu joguei sem elas e com o tempo comecei a me envolver mais com esse lance de competição, elo e essas coisas de moba. Até que eu prometi para mim mesma: eu VOU entrar para o competitivo!

De quem partiu a ideia de colocar você como capitão do time? Foi uma decisão conjunta de todos?
Foi uma decisão do time e eu fiquei muito contente com a confiança depositada!

A quanto tempo você está no Smite?
Jogo Smite desde que entrei na faculdade. Basicamente uns 2 anos.

Sempre foi ADC?
Não. Primeiro fui “areneira meditation for the win”. Quando comecei a jogar Conquista, eu era main mid e depois de um tempo que eu comecei a jogar como ADC usando Apolo. Sou main ADC, mas também sou main mid. Me sinto muito confortável de carry nas duas lanes. Acho que muita gente já ouviu falar da minha Isis.

13012780_1068367973209564_629714461949622446_n

Faz alguma diferença pra você ser a primeira mulher pro player de Smite no Brasil?
Representatividade importa! E ser a primeira mulher só me dá mais força para suportar tudo isso e abrir as portas para outras mulheres! Um dos meus lemas como ser humano é empoderar as mulheres e os LGBT, e eu trago isso para o jogo. Afinal, é lugar que eu mais vivo. Sonho realizado seria ver um time competitivo cheio de diversidade e quebrando padrões. <3

Existe algum tipo de tratamento diferente, tanto bom quanto ruim, por você
ser mulher?
Se eu disser que não… Seria a mentira do século. O ambiente gamer é muito hostil para mulheres, tanto é que sempre me passei por homem. Até no Smite. Foram descobrir que eu era mulher nas Ligas, pois eu entrava no Curse e ficava mutada. Até uma vez, quando eu ouvi a voz da Stella blues e me bateu coragem por ter outra mulher ali. Então eu desmutei e daí em diante a notícia se espalhou. Toda hora que tinha outra mulher na call, eu desmutava, pois me sentia confortável.
Os “garotinhos” dos jogos ficam te elogiando e assediando ou partem pra ofensa, não tem meio termo. É uma carência de ser notado que nossa senhora. E esse foi o motivo de eu ter me disfarçado de homem por muito tempo. Tanto que, quem é próximo de mim  sabe o quanto eu me refiro no masculino e falo do meu piru.

Quais são as suas atividades fora do Smite?
Fora do Smite eu sou uma universitária que fica no dilema do “tô com fome mas não tenho dinheiro”.  Faço Matemática Aplicada e Computacional na Unicamp. Faço parte de uma empresa e fiz estágio nas férias em outra. Continuo mantendo contato, pois vou voltar a estagiar em breve. Acho que só isso já consome muito do meu dia, mas eu sempre arrumo um tempinho pro Smite, porque eu amo esse jogo PRAC***LHO e ainda quero conquistar tudo que eu puder no competitivo!

Como é estar na BGL, jogando com os top players do Brasil e, logo de cara, entrar para uma organização como a CNB? Muita pressão?
É pressão sim. Mas é uma pressão muito boa! Estar na BGL jogando com os melhores players do Brasil é uma experiência que proporciona um aprendizado muito foda e instiga o seu melhor!
Admito que nem sempre você é bem recebido nesse meio, pois a comunidade espera demais de você e parece que ninguém tem direito de errar. Creio que a Operation Kino passe por isso também por ser um tive novo nesse ambiente. Eu quero aproveitar o espaço para parabenizar a todos que entraram no competitivo esse ano. Todos nós merecemos estar aqui e vamos evoluir pra caramba. vamos mostrar o quão foda somos! E outra, pra você que quer jogar a BGL, treine. Jogue muito nas Ligas. Fique com sangue nos olhos. Não desista que logo você estará aqui!

13043383_1077323958957089_4445673573633976446_n

Quais as expectativas para a BGL 2016?
Nessa primeira BGL, o meu foco é ir o mais longe que eu conseguir. Quero ganhar muita experiência, consertar meus erros e ir pegando fogo para o segundo Split. Mundial de Smite que me aguarde!!!

Valeu pela entrevista, capitã! O espaço é seu para mandar uma mensagem para a
galera.
Agradeço a todos que me acompanham e me apoiam. Ainda vou dar muito orgulho para vocês! E o que eu puder ajudar em relação ao Smite, só mandar pm! Se eu não responder, é porque estou entupida de coisas pra fazer. Mas normalmente eu sempre me esforço para ajudar todo mundo.

É nóis clã!
#goLuDArc #VamoCNB

 

Deixe sua opinião

Sobre MustellaPKN

MustellaPKN
Mustellão é um publicitário formado à base de muita coxinha com catupiry, sócio fundador do site Prake Nexo (PKN para os íntimos), caster nas ligas BGL e Chasers League de Smite, viciado em Super Nintendo, adora fazer bullying com Templários, ilustrador, guitarrista do Rygel, pai da Rebecca e só joga de bárbaro porque ataque ranged é coisa de frango.

Veja também

Chamada

‘CrossFire’: ultima rodada da fase de grupos com prévia dos playoffs, confira!

Nesta terça-feira (24) o Campeonato Brasileiro de CrossFire vai esquentar, os quatro times da fase ...

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *